segunda-feira, 14 de abril de 2008

Planet Hemp!

Muito antes do surgimento da banda Planet Hemp que se manifestava a favor de uma planta proibida, a história da humanidade já se baseava no Planeta Maconha. Mesmo antes de se descobrir os prazeres de apreciar o fumo, a erva sempre esteve presente em vários segmentos na sociedade.

Assim como no Rastafarianismo, agora foi a vez da moda abrir as portas e reverenciar uma planta sagrada para alguns e discriminada por outros, e o nome dela? Cannabis Sativa.
E para familiarizarmos com esta planta também conhecida como Marihuana, Hemp, Ganja, Cânhamo e Maconha, fruto da natureza, mas que nos últimos anos tem sido discriminada, vamos voltar a alguns milhares de anos atrás, por volta de 2.800 anos antes de Cristo, onde na China já era cultivada a planta para extração de fibras. Mais tarde, as caravelas usadas para o descobrimento da América tinham suas velas feitas com o tecido da erva. Até por volta de 1.900, cerca de 90% dos papéis usados em todo o mundo eram provenientes da maconha, até mesmo o papel usado para ser feita a Primeira Constituição dos Estados Unidos tinha a cannabis em sua fabricação.
Então, porque não afirmar que a cannabis é de fato uma planta milagrosa? Uma planta que sempre esteve presente da história da humanidade e que é possível extrair milhares de produtos derivados dela e essenciais para a sociedade moderna como calçados, roupas, xampú, sabonete, corda, graxa de sapato, sabão em pó, tintas, combustível, papel, temperos, artesanato e até cerveja, entre outros produtos, tornando a planta uma matéria-prima valiosíssima para a industria atual.
No Brasil, novos produtos derivados da maconha vêm chegando as prateleiras e marcas renomeadas como a Adidas, Guess, Calvin Klein e as nacionais Redley e Osklen já usam o Hemp em seus produtos.
“São vários os fatores positivos para se fabricar tecidos com o uso do cânhamo, o tecido é mais resistente, exige menor tratamento químico e as fibras duram mais que a de algodão”, afirma a estilista Yamê Reis, e segundo ela o avanço tecnológico neste setor tem contribuído muito para o aumento na produção destes tecidos na Europa.
O também estilista Calvin Klein declarou em uma entrevista ao jornal The New York Times que o hemp será a fibra escolhida tanto para a mobília, quanto para a industria da moda, ressaltando que a cannabis é o “material da moda”.
Ao contrário do Petróleo, a cannabis é um recurso renovável, limpo e não necessita de agrotóxicos pois tem alto desempenho produtivo e se torna uma planta estrategicamente sustentável após o fim do petróleo e seus derivados, principalmente na produção de combustível.
Países como China, Espanha, Inglaterra, Portugal, Hungria e Canadá já fazem o plantio da cannabis para pesquisas genéticas, sem o THC (princípio psicoativo)e para uso industrial, e o mais importante,o plantio é legal nestes países para esses fins.
No Brasil ainda é proibido o cultivo da cannabis apesar do aval do Deputado Federal Fernando Gabeira que chegou a ser preso quando tentou importar sementes de cânhamo, e que com frequência costuma montar uma barraquinha nas ruas no Rio de Janeiro para expor todos os seus produtos que tem em sua coleção, todos eles derivados da maconha.
No ano de 1999, a deputada Magaly Machado colocou em prática p projeto de lei Nº 1035/99, onde proíbe a industrialização e fabricação de qualquer produto derivado da maconha, alegando que dessa maneira se fazia apologia ao uso de drogas, e retirando do mercado todos os produtos no mercado no Rio de Janeiro da marca Adidas.
Na verdade, o que se vê é a perda de uma importante matéria-prima por questões políticas e preconceituosas, se não somos um país desenvolvido nesse aspecto como muitos países europeus, poderíamos deixar o conservadorismo de lado, e nos situar perante a realidade e passar a tratar a cannabis como uma fonte de renda para nosso país através do bom uso.

Um comentário:

Cat disse...

Não se pode esquecer do benefício na área médica. Muitos estudos vem mostrando que o uso da maconha em tratamentos como o do cancer, soh tem ajudado os pacientes. A quimioterapia aliada ao uso da planta, permite ao paciente uma recuperação menos sofrida..

Basta que as pessoas se tornem mais conscientes de seu papel e o Estado mais preocupado com o bem estar do social. Este talvez seja o caminho para o fim de qualquer discriminação ou preconceito.

Neh chato?!!